terça-feira, 12 de setembro de 2017

O que a separação de Fátima Bernardes e William Bonner deixou como lição


Não sei o que mais causou choque na população essa semana, se foi o impeachment da Dilma ou se foi a separação do casal mais sucesso dos telejornais.
Desde que me conheço por gente tenho aquela queda platônica pelo Bonner (Thithi, mas você sempre foi a minha queda real favorita ok?), quando eu era criança eu já achava ele lindo e o cabelo dele ainda era preto! Depois continuei achando ele lindo com aquele topete branco que começou a aparecer com o passar dos anos e quando assumiu o grisalho ficou um charme total.
Nunca fui muito fã da Fátima, mas às vezes nós precisamos encarar e aceitar algumas pedras no nosso caminho não é mesmo? (E no caso da minha queda platônica, a Fátima era um iceberg no meu lindo caminho...) Aceitamos a tal da pedra (ou iceberg, como vocês preferirem) e até que nos apaixonamos pelo casal. Tivemos um lindo relacionamento dividido com o Brasil todo.
Quem é que não ficou feliz com o nascimento dos trigêmeos? Quem é que não achou que o mundo nunca mais ia ser o mesmo quando "Fatinha" deixou o Jornal Nacional e abandonou o William na bancada? E depois desse anúncio surpresa de separação, quem é que definitivamente não achou que o amor está de fato totalmente fora de moda?
Você achou ? (dedinhos cruzados para você responder que não, sou canceriana nata lembra? O amor sempre vem antes de qualquer coisa!). Mesmo você achando que o amor já era, ou que todo esse papo só serve para pessoas carentes e desiludidas, vou te contar que o caso é muito diferente! O amor continua em alta, super na moda, de vez em quando ele chega a ser brega ou outras vezes erra a combinação, mas quando ele chega para arrasar é incrível o seu percentual de acerto!
No caso da separação de Bonner e Fátima, penso que pode até ter sido exagero de amor - amor próprio; de irmão; de amigos; amor à vida; amor a tudo que se viveu e a tudo que ainda se quer viver. E acho que a lição começa justamente aqui.
Logo que li as notícias nas redes sociais fui direto pro Twitter confirmar se era verdade mesmo (até porque eu não esperava que isso um dia ia acontecer), confirmei a notícia verídica e me deparei com a frase que ficou latejando na minha cabeça por pelo menos uns 30 segundos: "Continuamos amigos, admiradores do trabalho um do outro [...].", e depois de refletir um pouco mais a fundo percebi que era exatamente assim que os relacionamentos começam, com os mesmos sentimentos de admiração e amizade. (Ou vai me dizer que você pega o primeiro Bonner que aparece na frente e já chega colocando 3 filhos no mundo?)
Nós só começamos de fato um relacionamento com a intenção de durar a vida inteira depois que você  tem pelo menos um pouco de amizade com a pessoa e um pouco de admiração por ela, independente de como é essa tal admiração, que seja pelo trabalho dela, pelas coisas que ela conquistou, pelas voltas que ele deu ao mundo. Isso não importa, o que importa mesmo é que existe uma admiração ali escondida em algum lugar dentro da gente.
E quando um relacionamento acaba não tem mais essa de que estamos triste porque acabou, na realidade deveríamos nos atentar a felicidade de tudo que se passou e mais ainda, nos atentar a felicidade de que alguns relacionamentos terminam da mesma maneira que se iniciam, que é exatamente quando os sentimentos mais valiosos não são perdidos e o respeito continua intacto! (Raro, muito raro)
Sou filha de pais separados que nunca mais se falaram, conheço vários amigos com pais separados e que entre uma guerra e outra ainda se dão um bom dia para discutirem o valor da pensão, e ainda conheço aqueles que ficam na incansável dúvida se vai viver a vida que acredita merecer ou se vai ficar preso a algo insustentável, sem amor, quase perdendo a amizade e a admiração e por fim cheio de cobranças atrás de cobranças.
E isso foi bem diferente do que consegui ver na separação do casal dos telejornais, ao meu ver eles conseguiram mostrar para uma população (digo, para a população que conseguiu ir a fundo no assunto), que não adianta dividir a cama com um amigo esperando alguma coisa a mais num sábado a noite, que não adianta beijar o outro se for para ficar pensando no próximo convidado do programa ou se for para pensar que as notícias ruins não param de chegar, que não adianta um abraçar o outro quando nada mais preenche esse abraço. Meus amigos, não adianta insistir quando um lado do barco para de remar, da mesma maneira que dinheiro não leva desaforo para casa, o amor não suporta insistências, aliás, o amor não existe para aguentar insistências. Bata 50 vezes na mesma tecla, nada vai mudar e logo já vai precisar de uma nova.
E aí depois de um textão desse que dá até preguiça de começar a ler, se você chegou até aqui deve estar pensando que sou daquelas que não acredita no amor e que é super a favor das separações/divórcios. Devo te dizer que você está absolutamente enganado, e que meu pensamento é aquele da época da vovó: "Amo como se amava na época dos meus avós, se algo quebra a gente precisa consertar, nada é jogado fora e tudo pode ser reaproveitado.". E é exatamente nisso que eu acredito e tento levar para minha vida junto com o Thithi (confesso que dá vontade de deixar alguma coisa quebrada pelo caminho, mas depois meu amigo, dá um trabalhão querer consertar lá na frente), e penso que se um dia essa frase não se encaixar mais na minha vida ou se algum de nós desistirmos de remar o barquinho rumo ao infito e além, o importante mesmo vai ser lembrar que tudo o que foi feito e vivido com amor deve continuar sendo relembrado, e que acima de tudo a amizade e admiração deve ser prevalecida. (Não meu povo, não interpreta errado não, aqui ninguém tá pensando no divórcio, a gente nem teve os trigêmeos ainda!!)
E do fundo do meu coração, eu desejo a você que chegou até aqui, que nunca perca o sentimento de amizade e nem o tamanho da admiração que você sente pela pessoa que divide a cama, o café da manhã e as contas a pagar com você. 
E se por acaso você perceber que está chegando em uma situação do famoso "não dá mais", pare agora tudo o que está fazendo, lembre-se de como tudo começou e carregue isso com você. Juntos ou não, não deixe que um papel assinado em frente ao juiz jogue no lixo toda uma história que já foi construída.
Obrigada Fátima e William por nos mostrar que o amor de verdade é aquele que supera tudo, até mesmo uma separação.

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